Mortalidade e internações por intoxicações e reações adversas a medicamentos no Espírito Santo: um estudo de séries temporais
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Resumen
As intoxicações e reações indesejadas a medicamentos se tornaram fatores significativos que causam hospitalizações e óbitos, sendo um tema de grande importância na saúde pública. Investigar os números de óbitos e admissões hospitalares devido às intoxicações medicamentosas e reações adversas a medicamentos no estado do Espírito Santo. Foram utilizados dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Sistema Único de Saúde (SUS), no período de 2010 a 2020. Os eventos foram classificados de acordo com os códigos da 10ª Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), e a tendência da série histórica foi avaliada por meio de regressão linear generalizada usando o método de Prais-Winsten. No total, houve 264 óbitos e 10.622 internações relacionadas a medicamentos, com um registro mais prevalente de intoxicação em indivíduos pardos com menos de 60 anos. A idade média foi menor nos casos de intoxicação do que nos de reações adversas em ambos os desfechos. A principal causa de óbitos foi a autointoxicação intencional por exposição a drogas anticonvulsivantes, hipnóticos, antiparkinsonianos e psicotrópicos não especificados. No caso de internações, predominaram transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de múltiplas drogas e outras substâncias psicoativas, incluindo transtornos psicóticos. As intoxicações e reações adversas a medicamentos desempenham um papel relevante nas ocorrências de óbitos e internações no estado do Espírito Santo, estas descobertas se tornam importantes, uma vez que muitos casos de intoxicações e reações adversas podem ser considerados evitáveis.
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