Lobby, neointitucionalismo e o processo decisório brasileiro

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Monyele Camargo Graciano
Leandro de Lima Santos
Luiz Manoel de Moraes Camargo Almeida

Resumo

O presente artigo tem como escopo contribuir com a discussão a respeito das instituições informais no contexto brasileiro e também investigar o lobby como um modelo desse tipo de instituição no processo de tomada de decisão política, a partir da tipologia de Helmke e Levitsky. As instituições informais são concebidas como regras  socialmente compartilhadas, não divulgadas por meios oficiais e são criadas e disseminadas marginalmente dos instrumentos formais, nesse sentido, a hipótese deste trabalho é que o lobby, concebido como uma atividade organizada voltada para a defesa de interesses específicos pode ser considerado um modelo de instituição informal. Para verificar tal hipótese, a metodologia empregada nesta pesquisa contou como uma abordagem qualitativa valendo-se de uma revisão bibliográfica acerca da temática proposta. Percebeu-se ao concluir a pesquisa, que o lobby é uma instituição informal, que dentre da tipologia proposta se enquadra como uma “instituição informal acomodada”.

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Como Citar
Graciano, M. C., Santos, L. de L., & Almeida, L. M. de M. C. (2019). Lobby, neointitucionalismo e o processo decisório brasileiro. Revista Brasileira Multidisciplinar - ReBraM, 22(3), 81-91. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2019.v22i3.887
Seção
Artigos Originais
Biografia do Autor

Leandro de Lima Santos, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, São Paulo

Doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás, Brasi

Luiz Manoel de Moraes Camargo Almeida, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, São Paulo

Doutorado em Sociologia

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