Atividade antifúngica do alho (allium sativum) sobre candida albicans

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Juliana Leal Monteiro da Silva
Gabriela Maria Caetano
Giovana Aparecida Garcia
Tauana Brizolari Gonçalves

Resumo

A Candidíase é uma das micoses oportunistas mais comuns da atualidade, devido a sua alta frequência em acometer pessoas imunologicamente comprometidas. Candida albicans é a principal espécie envolvida nas infecções, causando cerca de 60% das manifestações clínicas, que podem variar desde uma infecção localizada de mucosas, até uma doença disseminada, potencialmente fatal. O uso excessivo de fármacos convencionais para o tratamento dessa doença, propicia o surgimento de leveduras resistentes sendo assim, há necessidade de descobrir tratamentos alternativos que sejam eficazes contra o fungo e minimizem os efeitos colaterais. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antifúngica “in vitro” do alho, sobre amostra de Candida albicans (ATCC 90028), através de técnica de difusão em ágar e através de análises morfológicas. Foram testadas para isso a ação do alho cortado em lascas, um extrato concentrado de alho e o extrato embebido em papel filtro. Pela técnica de difusão em ágar, todas as variáveis testadas tiveram efeito inibitório sobre a C. albicans, quando comparados com o controle utilizando apenas salina. Com relação aos estudos morfológicos, quando acrescentado o extrato de alho no meio ágar fubá, não houve formação de clamidósporos terminais pela levedura, e quando o extrato foi incubado com soro para induzir a formação de tubos germinativos, também teve efeito inibitório, além de ter ação fungicida quando semeado em ágar Sabouraud, após essa incubação. Sendo assim, o alho (Allium sattivum) teve um efeito antifúngico em todos os testes realizados, inibindo o crescimento e filamentação de Candida albicans.

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Como Citar
Monteiro da Silva, J. L., Caetano, G. M., Garcia, G. A., & Gonçalves, T. B. (2021). Atividade antifúngica do alho (allium sativum) sobre candida albicans. Revista Brasileira Multidisciplinar - ReBraM, 24(1), 112-126. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2021.v24i1.731
Seção
Artigos Originais
Biografia do Autor

Juliana Leal Monteiro da Silva, Universidade de Araraquara-UNIARA

Professora de Micologia Clinica, da Universidade de Araraquara-UNIARA, Departamento de Ciências da Saúde

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