Limitações da ferramenta FMEA: estudo de suas aplicações em uma empresa do segmento automotivo

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Gisele Aparecida Martins da Silva
José Luís Garcia Hermosilla
Ethel Cristina Chiari da Silva

Resumo

A partir de 2005, aespecificação técnica ISO/TS 16949, que é uma especificação técnica cujo objetivo é o desenvolvimento de um sistema de gestão da qualidade, passou a exigir da indústria automotiva, o uso da metodologia FMEA (Análise de Modo e Efeitos de Falha) em todas as atividades de desenvolvimento de produtos e processos. Apesar das vantagens que a metodologia proporciona na busca e solução de problemas, alguns estudos têm apontado problemas em sua sistemática de cálculo do risco, assim como dificuldades em sua aplicação, podendo afetar o processo de tomada de decisão da equipe de trabalho, e a eficiência de suas ações para a organização, no que se refere a gestão da qualidade. Com o propósito de ampliar os conhecimentos a respeito da utilização desta metodologia, este trabalho teve como objetivo, identificar as deficiências e dificuldades da utilização da ferramenta FMEA no segmento de produção de peças automotivas. A pesquisa qualitativa e de natureza descritiva, tomou como base o acompanhamento de dez eventos que envolveram o uso do FMEA em uma empresa do segmento automotivo, assim como o depoimento de cinco profissionais da área técnica, que foram os gestores responsáveis pela condução destes processos. Como resultados, observa-se que a aplicação do FMEA apresenta subjetividade por parte da equipe na priorização dos riscos utilizando o valor de NPR (Número de Prioridade de Risco), e que muitas vezes a equipe multifuncional utiliza a ferramenta somente por exigências da especificação técnica e não como uma atividade que agrega valor à empresa.

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Como Citar
da Silva, G. A. M., Hermosilla, J. L. G., & da Silva, E. C. C. (2017). Limitações da ferramenta FMEA: estudo de suas aplicações em uma empresa do segmento automotivo. Revista Brasileira Multidisciplinar - ReBraM, 20(2), 69-79. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2017.v20i2.540
Seção
Artigos Originais

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