Análise da autonomia e da independência funcional em relação ao nível neurológico de pacientes com lesão medular Autonomy and functional independence of patients with spinal cord injury
Conteúdo do artigo principal
Resumo
A medula espinhal é o principal canal através do qual a informação motora e sensorial viaja entre o cérebro e o corpo, entretanto, a lesão da medula espinhal (LME) afeta a condução de sinais sensoriais, motores através do(s) local(is) da(s) lesão(ões)e no sistema nervoso autônomo. Ao examinar sistematicamente os dermátomos e miótomos, pode-se determinar o comprometimento e nível neurológico que muitas vezes se relaciona com a autonomia e a independência funcional do indivíduo. Analisar a autonomia e a independência funcional em relação ao nível neurológico de pacientes após lesão medular. A participação de cada indivíduo foi em uma única sessão para a realização da avaliação composta por um formulário, escala de comprometimento da Associação Americana de Lesão Medular (ASIA), escala de satisfação com a vida, medida de independência de lesão medular, escala de qualidade de vida e teste de autonomia funcional de adultos com lesão medular. 8 indivíduos com idade média de 48,5±8,8 anos participaram do estudo, sendo 4 mulheres e 4 homens, todos estavam na fase crônica da lesão medular; 2 indivíduos apresentaram lesão medular traumática incompleta e 6 indivíduos apresentaram diagnóstico de lesão medular não-traumática torácica incompleta, todos relataram limitações de incapacidade relacionada à mobilidade o que promoveu pontuações inferiores quanto à satisfação com a vida, independência funcional, qualidade de vida e autonomia. A autonomia e a independência funcional dos pacientes com lesões na medula espinhal parecem não estarem relacionadas ao nível da lesão neurológica mesmo com as incapacidades presentes em relação a andar e mover-se, uma vez que não houve diferença estatisticamente significante. No entanto, a satisfação e qualidade de vida desses pacientes são mais influenciadas por fatores sociais, econômicos e ambientais do que pelo nível da lesão importante relato em relação ao nível de participação de cada indivíduo com lesão medular.
Detalhes do artigo
Seção

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
- O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na revista;
• O(s) autor(es) garante(m) que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s);
• A revista não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es);
• É reservado aos editores o direito de proceder ajustes textuais e de adequação do artigo às normas da publicação.
Os conteúdos da Revista Brasileira Multidisciplinar – ReBraM estão licenciados sob uma Licença Creative Commons 4.0 by.
Qualquer usuário tem direito de:
- Compartilhar — copiar, baixar, imprimir ou redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
De acordo com os seguintes termos:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira ao licenciante a apoiar você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Autores concedem à ReBraM os direitos autorais, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons 4.0 by. , que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Como Citar
Referências
DE ALBUQUERQUE, F. J. B.; DE SOUSA, F. M.; MARTINS, C. R. Validação das escalas de satisfação com a vida e afetos para idosos rurais. PSICO, [S. l.], v. 41, n. 1, p. 85-92, 2010. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/5110. Acesso em: 15 mai. 2024.
Amtmann, D.; Bocell, F. D.; McMullen, K.; Bamer, A. M.; Johnson, K. L.; Wiechman, S. A.; Schneider, J. C. Satisfaction With Life Over Time in People With Burn Injury: A National Institute on Disability, Independent Living, and Rehabilitation Research Burn Model System Study. ARCHIVES OF PHYSICAL MEDICINE AND REHABILITATION, v. 101(1), S63-S70. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.apmr.2017.09.119. Acesso em: 15 mai. 2024.
ANJUM, A.; YAZID. M. D.; FAUZI DAUD, M.; IDRIS, J.; NG, A. M. H.; SELVI NAICKER, A.; ISMAIL, O. H. R.; ATHI KUMAR, R. K.; LOKANATHAN, Y. Spinal Cord Injury: Pathophysiology, Multimolecular Interactions, and Underlying Recovery Mechanisms. INTERNATIONAL JOURNAL OF MOLECULAR SCIENCES, v. 21(20), p. 7533, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijms21207533. Acesso em: 15 mai. 2024.
AMIDEI, B. C.; SALMASO, L.; BELLIO, S.; SAIA, M. Epidemiology of traumatic spinal cord injury: a large population-based study. Spinal cord, THE INTERNATIONAL SPINAL CORD SOCIETY, v. 60(9), p. 812-819, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41393-022-00795-w. Acesso em: 15 mai. 2024.
BENEDICTO, A. J.; FORESTI, A. G.; FERNANDES, M. V. F.; MIRI, A. L.; LOPES, E. L.; SOUZA, R. B. Functional independence analysis in persons with spinal cord injury. FISIOTERAPIA EM MOVIMENTO, p. 35-146, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/fm.2022.35146. Acesso em: 16 mai. 2024.
BORG J. The Participation Pyramid: a response to "Reconsideration ICF scheme" by Heerkens et al. 2017. Disabil Rehabil. 2018 Jan;40(1):123-124. doi: 10.1080/09638288.2017.1393700. Epub 2017 Oct 24. PMID: 29063793. Acesso em: 03 jun. 2024.
CATZ, A.; ITZKOVICH, M.; STEINBERG, F.; PHILO, O.; RING, H.; RONEN, J.; SPASSER, R.; GEPSTEIN, R.; TAMIR, A. The Catz-Itzkovich SCIM: a revised version of the Spinal Cord Independence Measure. DISABILITY AND REHABILITATION, v. 23(6), p. 263-268, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1080/096382801750110919. Acesso em: 16 mai. 2024.
CHAN, C. W. L.; MILLER, C. W.; QUERÉE, M.; NOONAN, V. K.; WOLFE, D. L. The Scire Research Team. The development of an outcome measures toolkit for spinal cord injury rehabilitation. CANADIAN JOURNAL OF OCCUPATIONAL THERAPY, v. 84(2), p. 119-129, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1177/0008417417690170. Acesso em: 17 mai. 2024.
CIARDI, G.; NICOLINI, L. Evaluation of Seated Trunk Postural Control in Patients with Spinal Cord Injury: Systematic Review of Literature. ANNALS OF PHYSIOTHERAPY & OCCUPATIONAL THERAPY, v. 4(1), p. 000-188, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.23880/aphot-16000188. Acesso em: 02 jun. 2024.
THE WHOQOL GROUP. Desenvolvimento da Avaliação da Qualidade de Vida WHOQOL-BREF da Organização Mundial da Saúde. PSYCHOLOGICAL MEDICINE, v. 28(3), p. 551-558, 1998. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1017/S0033291798006667. Acesso em: 02 jun. 2024.
DIENER, E.; EMMONS, R. A.; LARSEN, R. J.; GRIFFIN, S. The Satisfaction With Life Scale. JOURNAL OF PERSONALITY ASSESSMENT, v. 49(1), p. 71-75, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1207/s15327752jpa4901_13. Acesso em: 18 mai. 2024.
DING, W.; HU, S.; WANG, P.; KANG, H.; PENG, R.; DONG, Y.; Li, F. Spinal Cord Injury: The Global Incidence, Prevalence, and Disability From the Global Burden of Disease Study. SPINE, v. 47(21), p. 1532-1540, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1097/BRS.0000000000004417. Acesso em: 18 mai. 2024.
FARAHANI, M. F.; KHANKEH, H. R.; HOSSEINI, M.; DALVANDI, A.; NOROUZITABRIZI, K. Exploring Facilitators of Regaining Autonomy in People with Spinal Cord Injury: A Qualitative Study. IRANIAN JOURNAL OF NURSING AND MIDWIFERY RESEARCH, v. 26(2), p. 154-161, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.4103/ijnmr.IJNMR_25_20. Acesso em 18 mai. 2024.
FRANCHIGNONI, F. P.; TESIO, L.; RICUPERO, C.; MARTINO, M. T. Trunk control test as an early predictor of stroke rehabilitation outcome. STROKE, v. 28(7), p. 1382-1385, 1997. Disponível em: https://doi.org/10.1161/01.str.28.7.1382. Acesso em: 19 mai. 2024.
ITZKOVICH, M.; SHEFLER, H.; FRONT, L.; GUR-POLLACK, R.; ELKAYAM, K.; BLUVSHTEIN, V.; GELERNTER, I.; CATZ, A. SCIM III (Spinal Cord Independence Measure version III): reliability of assessment by interview and comparison with assessment by observation. SPINAL CORD, v. 56(1), p. 46-51, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1038/sc.2017.97. Acesso em: 19 mai. 2024.
KAWANISHI, C. Y.; GREGUOL, M. Validação de uma bateria de testes para avaliação da autonomia funcional de adultos com lesão na medula espinhal. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE, v. 28(1), p. 41-55, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1807-55092014000100041. Acesso em: 19 mai. 2024.
KIRSHBLUM, S. C.; BURNS, S. P.; SORENSEN, F. B.; DONOVAN, W.; GRAVES, D. E.; JHA, A.; JOHANSEN, M.; JONES, L.; KRASSIOUKOV, A.; MULCAHEY, M. J.; READ, S. M.; WARING, W. International standards for neurological classification of spinal cord injury (revised 2011). THE JOURNAL OF SPINAL CORD MEDICINE, v. 34(6), p. 535-546, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1179/204577211X13207446293695. Acesso em: 20 mai. 2024.
KLUTHCOVSKY, A. C. G. C.; KLUTHCOVSHY, F. A. O WHOQOL-bref, um instrumento para avaliar qualidade de vida: uma revisão sistemática. REVISTA DE PSIQUIATRIA DO RIO GRANDE DO SUL, v. 31, p. 3-7, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-81082009000400007. Acesso em: 20 mai. 2024.
MILOSEVIC, M.; MASANI, K.; KUIPERS, M. J.; VERRIER, M. C.; MCCONVILLE, K. M.; POPOVIC, M. R. Trunk control impairment is responsible for postural instability during quiet sitting in individuals with cervical spinal cord injury. CLINICAL BIOMECHANICS, v. 30(5), p. 507-512, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.clinbiomech.2015.03.002. Acesso em: 20 mai. 2024.
MORONE, G.; PIRRERA, A.; IANNONE, A.; GIANSANTI, D. Development and Use of Assistive Technologies in Spinal Cord Injury: A Narrative Review of Reviews on the Evolution, Opportunities, and Bottlenecks of Their Integration in the Health Domain. HEALTHCARE, v. 11(11), p. 1646, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/healthcare11111646. Acesso em: 20 mai. 2024.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). CIF: CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE. São Paulo: EDUSP, 2003.
POST, M. W.; VAN DIJK, A. J.; VAN ASBECK, F. W.; SCHRIJVERS, A. J. Life satisfaction of persons with spinal cord injury compared to a population group. SCANDINAVIAN JOURNAL OF REHABILITATION MEDICINE, v. 30(1), p. 23-30, 1998. Disponível em: https://doi.org/10.1080/003655098444282. Acesso em: 21 mai. 2024.
RIBERTO, M. Core sets da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM, v. 64(5), p. 938-946, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-71672011000500021. Acesso em: 21 mai. 2024.
RIBERTO, M.; TAVARES, D. A.; RIMOLI, J. R. J.; CASTINEIRA, C. P.; DIAS, R. V.; FRANZOI, A. C.; VALL, J.; LOPES, K. A. T.; CHUEIRE, R. H. M. F.; BATTISTELLA, L. R. Validation of the Brazilian version of the Spinal Cord Independence Measure III. ARQUIVOS DE NEURO-PSIQUIATRIA, v. 72(6), p. 439-444, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0004-282X20140066. Acesso em: 21 mai. 2024.
RODRIGUES, G. E. A.; COSTA. J. P. S. P.; OLIVEIRA, G. F. Satisfação com a Vida em Portadores de Necessidades Especiais. SAÚDE COLETIVA: COLETÂNEA, n. 2, nov. 2008. Disponível em: http://coletanea2008.no.comunidades.net/satisfacao-com-a-vida. Acesso em: 21 mai. 2024.
RUPP, R.; BIERING-SORENSEN, F.; BURNS, S. P.; GRAVES, D. E.; GUEST, J.; JONES, L.; READ, M. S.; RODRIGUEZ, G. M.; SCHULD, C.; TANSEY-MD, K. E.; WALDEN, K.; KIRSHBLUM, S. International Standards for Neurological Classification of Spinal Cord Injury: Revised 2019. TOPICS IN SPINAL CORD INJURY REHABILITATION, v. 27(2), p. 1-22, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.46292/sci2702-1. Acesso em: 21 mai. 2024.
REFERÊNCIAS DIGITAIS
SPINAL CORD INJURY. World Health Organization (WHO), 2013. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/spinal-cord-injury. Acesso em: 16 de dez. de 2022.