As marcas da desigualdade em mulheres negras com câncer de mama no Brasil: um estudo teórico
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Resumo:
: O acesso das mulheres negras ao tratamento de câncer de mama evidencia desigualdades significativas no sistema de saúde, relacionadas à discriminação racial, barreiras socioeconômicas e falta de informação. Nesse contexto, estratégias de educação em saúde são essenciais para promover um atendimento mais inclusivo e reduzir essas disparidades. Assim, este estudo busca compreender a importância das discussões sobre as relações étnico-raciais no Brasil, focando nas mulheres negras e nas condições que envolvem seu acesso ao tratamento e à prevenção do câncer de mama. Trata-se de uma investigação bibliográfica, teórica e documental, de natureza qualitativa, com foco em obras clássicas que discutem a formação sócio-histórica do Brasil. Como resultado, constatou-se que a desigualdade racial compreendida a partir da releitura da formação sócio-histórica do Brasil, é uma das grandes barreiras para que mulheres negras acessem o tratamento para o câncer de mama, no qual, são conjugados determinantes de gênero, raça e classe que impactam na efetivação do direito à saúde. Portanto, surge a importância e urgência da ampliação de políticas públicas específicas voltadas para essa população na atenção oncológica, que considerem a necessidade de ações para combater os efeitos do racismo e da discriminação racial. Tais políticas devem ser integradas a estudos e pesquisas que abordem a saúde da mulher negra e a atenção oncológica de forma específica.
Detalhes do artigo
Seção

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
- O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na revista;
• O(s) autor(es) garante(m) que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s);
• A revista não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es);
• É reservado aos editores o direito de proceder ajustes textuais e de adequação do artigo às normas da publicação.
Os conteúdos da Revista Brasileira Multidisciplinar – ReBraM estão licenciados sob uma Licença Creative Commons 4.0 by.
Qualquer usuário tem direito de:
- Compartilhar — copiar, baixar, imprimir ou redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
De acordo com os seguintes termos:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira ao licenciante a apoiar você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Autores concedem à ReBraM os direitos autorais, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons 4.0 by. , que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Como Citar
Referências
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural: Feminismos plurais. São Paulo: Pólen, 2019.
AURELIANO, W.A “.. e Deus criou a mulher”: reconstruindo o corpo feminino na experiência do câncer de mama. Estudos Feministas, Florianópolis, SC, v. 17, n.1, janeiro/abril, 2009. Disponível: https://www.scielo.br/j/ref/a/T8GDvyqYM3f5rPyT6wwcNyG/abstract/?lang=pt, Acesso 29 Jan. 2023.
AGUIAR, S.A; BERGMANN, A.; TRULER, L.C.S; MEDEIROS, G.C. Análise dos determinantes que influenciam o tempo para o início do tratamento de mulheres com câncer de mama no Brasil. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, RJ, v, 31, jun, 2015. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/10123. Acesso em: 22 nov. 2023.
BUENO, W. Imagens de Controle: um conceito do pensamento de Patrícia Hill Collins. Porto Alegre, RS: Zouk, 2020.
BRASIL, M.E. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicos- raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana. Brasília: Ministério da Educação, 2004.
BRASIL, M.S. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
CARNEIRO, S. A Construção do outro como não ser como fundamento do ser. Tese (Doutorado em Educação), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
COLLINS, P.H.; BILGE, S. Interseccionalidade. São Paulo, SP: Boitempo, 2021.
COLLINS, P.H.; BILGE, S. Aprendendo como outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado, Brasília, DF, v.31, n.1, jan/abril. 2016. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6081/5457. Acesso em: 22 set. 2023.
COSTA, R.G.; MADEIRA, Z. As Relações Étnicos-Raciais e a Implementação da Lei 10.639/03 em Fortaleza/ Ceará. Revista Políticas Públicas, São Luís, v. 16, n. 2, p. 323-339, jul./dez., 2012.
DEMO, P. Pesquisa Qualitativa: Busca de equilíbrio entre forma e conteúdo. Revista Latino Americana de Enfermagem, v. 6, n. 2, p. 89-104, 1998.
DUARTE, R. Pesquisa Qualitativa: Reflexões sobre o trabalho de campo. Cadernos de Pesquisa, Rio de Janeiro, RJ, n.115, p.139-154, março/2002.
FEIJÓ, J. A mulher negra no mercado de trabalho. FGV, Rio de Janeiro, julho. 2021. Macroeconomia. Disponível em: https://blogdoibre.fgv.br/posts/mulher-negra-no-mercado-de-trabalho. Acesso em: 29 jan. 2023.
GUIMARÃES, A.S.A. O Acesso de Negros às Universidades Públicas. Educação e Ações Afirmativas: Entre a Injustiça Simbólica e a Injustiça Econômica. Brasília: INEP, 1999.
GONZALEZ, L. A Categoria Político Cultural de Amefricanidade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1988.
GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GOMES, A.A. Estudo de caso – Planejamento e Métodos. Nuances: estudos sobre Educação. Presidente Prudente, SP, v.15, n.16, p.215-221, jan/dez, 2008.
Instituto nacional de câncer. José alencar gomes da silva. Estimativa de 2023: incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa. Acesso em: 5 jan. 2023.
Instituto nacional de câncer. José alencar gomes da silva. Estimativa de 2023: incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa. Acesso em: 5 jan. 2023.
Instituto nacional de câncer. José alencar gomes da silva. Estimativa de 2023: incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa Acesso em: 28 jan. 2023.
JONES, C.P. Confornting instittionalized racism. Phylon, Atatlanta, v. 50, n. 1, p. 7-22, 2002.
LIMA, F.L.; ASSUNÇÃO, P.G. Acessibilidade da População Negra ao Cuidado Oncológico no Brasil: Revisão Integrativa. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, RJ, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n4.453. Acesso em : 2 fev. 2023.
WERNECK, J. Racismo Institucional e a saúde da População Negra. Serviço Social e Sociedade. V.25, n.3, p. 533-549, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bJdS7R46GV7PB3wV54qW7vm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 28 out. 2023.
MADEIRA, Z.; GOMES, D.D. Persistentes Desigualdades Raciais e Resistências no Brasil Contemporâneo. Serviço Social e Sociedade, n. 133, p. 463-479, set./dez, 2018.
MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 2007.
MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. In: O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 1992. p. 269-269.
MINAYO, M.C.S. Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001.
MOURA, C. Rebeliões da Senzala. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
MOURA, C. Dialética Radical do Negro Brasileiro. São Paulo: Editora Anitta, 1994.
MOURA, C. História do Negro Brasileiro. São Paulo: Editora Ática, 1992.
MOURA, C. Sociologia do Negro Brasileiro. São Paulo: Editora Ática, 1988.
NETTO, J.P. A construção do Projeto Ético-político do Serviço Social. Serviço Social e Saúde: Formação e Trabalho Profissional, s/a.
ONCOGUIA. BRAC 1 e BRAC 2. Rio de Janeiro: Oncoguia, 2020. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/brac1ebrac2. Acesso em: 28 jan. 2023.
OLIVEIRA, F.M. Políticas De Ação Afirmativa E O Paradoxo Entre Aceitação E Efetivação: Uma Análise Das Cotas Raciais No Acesso Ao Ensino Superior Federal. 2022. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Programa de Pós Graduação em Serviço Social, Trabalho e Questão Social, Universidade Estadual do Ceará, 2022.
SOUZA, N.S. Tornar-se Negro ou as Vicissitudes da Identidade do Negro Brasileiro em Ascenção Social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
SEVERINO, A.J. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: SP, Cortez, 2013.