Anestesia em canino com persistência do ducto arterioso relato de caso

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Amanda Caroline Gonçalves Francisco
João Victor Barbieri Ferronatto

Resumo

A persistência do ducto arterioso (PDA) é o defeito cardíaco congênito mais comum em cães, caracterizado pelo não fechamento de um canal entre a artéria pulmonar e a aorta, que deveria fechar-se após o nascimento. Este estudo relata o procedimento anestésico de um cão com PDA crônico. A paciente, uma fêmea de 8 anos, raça Welsh Corgi, pesando 17 kg, foi atendida com queixa de nódulo no úmero direito. Durante a ausculta, foi identificado um sopro cardíaco de grau V. Ao exame de ecodopplercardiograma constatou-se presença de fluxo retrógrado na artéria pulmonar, contando-se comunicação entre aorta com artéria pulmonar, no sentido esquerdo-direito, sendo estes achados compatíveis com PDA. Na medicação pré-anestésica utilizou-se morfina (0,2 mg/kg), acepromazina (0,02 mg/kg) e cetamina (1 mg/kg), por via intramuscular. A indução anestésica foi realizada com remifentanil (5 mcg/kg/h), seguida por propofol (2 mg/kg), ambas por via intravenosa (IV). A manutenção da paciente em plano anestésico se deu através de infusão contínua de propofol e manteve-se o remifentanil. Além disso, em associação analgésica, foi realizado bloqueio perinodular com lidocaína (0,1 ml/kg). Durante a cirurgia, a paciente apresentou bradicardia e hipotensão, sendo administrados escopolamina (0,2 mg/kg IV) e carga volêmica para estabilização. No pós-operatório imediato, foi administrado dipirona (25 mg/kg IV) e dexametasona (0,5 mg/kg IV). A paciente manteve-se estável e recebeu alta no mesmo dia. A avaliação prévia do paciente, a abordagem personalizada, a monitorização contínua e o acompanhamento durante todo o processo foram fundamentais para o sucesso da anestesia.

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Anestesia em canino com persistência do ducto arterioso : relato de caso. (2026). Revista Brasileira Multidisciplinar, 29(2), e2579. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2026.v29i2.2579

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